Israel continua atirando para todos os lados, estilo berserker, contra tudo e contra todos, como se tivesse acabado de sair de um daqueles gira-giras e não soubesse ainda pra onde andar. Não é surpreendente o fato de que 4 dos 7 – sim, QUATRO de SETE, mais da metade – dos soldados israelenses que, por assim dizer, caíram no campo de batalha até a manhã de hoje foram mortos por fogo “amigo”?

Já ficou tão claro que não se trata mais de uma briga contra um grupo terrorista, mas de uma querela política motivada por um sentimento étnico, que os próprios israelenses já lavaram as mãos – não resisti ao trocadilho, hehe – frente à comunidade internacional, que continua tentando resolver o conflito de forma especialmente cautelosa, numa posição de crítica segura, sem ousar qualquer atitude mais direta. E sem resultado.
Aqui na América Latina, por outro lado, o Chávez, que gosta como ninguém de um oba-oba, decidiu expulsar o embaixador israelense da Venezuela. Eu mesmo, que nunca gostei muito dele, acho que ele acertou em cheio dessa vez. Eu desconheço o estado das relações mútuas, tanto diplomáticas quanto econômicas, entre os países, embora suspeite que não devam ser lá muito expressivas, ou o señor presidente teria sido um pouco mais cuidadoso. Mas mesmo assim… já passou do óbvio que esse conflito pede atitudes um pouco mais drásticas do que as que foram tomadas até agora, pela insistência de Israel em ignorar sumariamente qualquer resolução ou proposta de discutir uma trégua, e pelas consequências sofridas pela Faixa de Gaza nas últimas duas semanas. Basta uma passada de olhos pelas estatísticas: os mortos, de um lado, não passam de 20; do outro, são 800, dos quais 200 crianças.
2 Comentários
Janeiro 10, 2009 às 1:53 am
O que me espanta é a complascência dos países do Conselho de Segurança com Israel, especialmente os EUA, aliado histórico do país. Mesmo com a resolução da ONU, Israel continuou bombardeando. Se fosse qualquer outro país, como o Irã, por exemplo, já estariam sendo discutidas sanções pesadas.
Janeiro 10, 2009 às 2:03 am
Sim. É óbvio que há uma certa tensão no Conselho de Segurança por causa da aliança entre EUA e Israel, que deixa todo mundo na morosidade. Quer dizer, parece que é só agora que eles estão se dando conta de que não dá pra sustentar mais essa situação e que ela pede sanções pesadas, como você disse. Mas daí até alguém fazer alguma coisa…