Maio 16, 2009...4:42 pm

Miss CA e casamento gay

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Algumas semanas atrás, aconteceu o concurso de Miss USA e uma polêmica.

Um dos jurados, Perez Hilton – blogueiro gay das celebrities – fez uma pergunta incômoda a Miss California Carrie Prejean, até então favorita, e recebeu uma reposta pouco melhor. “Casamento deve ser entre um homem e uma mulher”, dizia ela ao expressar sua opinião quanto a abolição da restrição aos matrimônios gays em 4 estados norte-americanos.

Pronto. Foi o suficiente para que a opinião pública caísse em cima dela no dia seguinte e que um ressentido Perez divulgasse um vídeo chamando-a de “dumb bitch”, instalando um mal-estar.

Nesta semana, foram divulgadas fotos nuas da Miss, da época em que era adolescente. O regimento do concurso proíbe esse tipo de exposição sem autorização dos dirigentes e houve um rififi pra que ela fosse impeachmada, mas que durou pouco. Donald Trump, “dono” do concurso, saiu em favor de sua miss e deu sanção a coroa. Mas isso não impediu que a organizadora do concurso, Shanna Moakler, ela mesma ex-miss USA, se demitisse, alegando princípio morais mais elevados.

No YouTube, Facebook e o resto das comunidades 2.0, uma infinidade de discussões sobre o caso que podem ser sintetizadas assim:

Aqueles que são contrários a miss Prejean acusam-na de preconceito branco e moralismo religioso, o que desloca um pouco a discussão que deve ser feita em outros termos.

Aqueles que a defendem acertaram no foco, que é a liberdade de discurso, alegando que todos tem direito a uma opinião, por pior que seja, e que ela deveria ter ganho a coroa “por sua honestidade”. Esses são os moralistas.

Na minha opinião, pior que os que a demonizam são só aqueles que a defendem.

Primeiramente, ela se inscreveu num concurso público e, portanto, está sujeita aos comentários e críticas de quem quer que seja, pelo mesmo tão defensado princípio de liberdade discursiva.

Em segundo e mais importante lugar, a miss Prejean pode ter o direito que for de expressar sua opinião, mas presenteá-la com a coroa seria nada mais do que sancionar um preconceito, uma vez que o concurso não está preocupado exclusivamente com atributos somáticos. E isso é inadmissível.

"Dumb bitch"

"Dumb bitch"

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