Eu achava que o que vai abaixo era meio que um lugar-comum, mas depois de ler a matéria do The Guardian e correr os olhos por alguns grupos de discussão pela net afora, vi que não.
Então, Susan Boyle perdeu a final do Britain’s Got Talent…
E daí? Não muda absolutamente nada.
Quando ela se apresentou pela primeira vez no programa, o Simon perguntou qual era o sonho dela, e a resposta foi: “To be a professional singer” e ainda que não tivera a oportunidade ainda.
Em nenhum momento ela mencionou que o “sonho” era ganhar um programa de TV.
Na mesma semana dessa primeira apresentação, já se falava num contrato (que está em andamento) com o selo do próprio Simon Cowell e algumas apresentações em breve. Isso sem contar a exposição global na mídia.
Quer dizer, tanto faz se ela ganhasse ou não. A primeira performance foi a única que significou alguma coisa. Ela conseguiu o que queria ali (ou pelo menos, está encaminhada).
Parece que muita gente ficou revoltada com o segundo lugar. Disseram que foi “armação”, que “grupos de dança são comuns” e que “dançar é fácil, quero ver ter uma voz igual aquela”. Blábláblá.
O Diversity, por outro lado, precisava do prêmio pra conseguir alguma publicidade ou oportunidade de continuar suas performances. Mas, como todos nós sabemos, em poucos meses (semanas?) ela vai embora – já tivemos a experiência com inúmeros American Idol – e as coisas voltam ao normal, como se a final nunca tivesse ocorrido. Susan Boyle, ao contrário, deixou uma impressão que dura; resta saber se foi mais talento ou mais exposição.
Além disso, o primeiro lugar foi merecido.