Alguns dias atrás, este blog foi regalado com um gentil comentário, cujo autor atendia pelo nome de Arthur, acerca de um escorregão ortográfico no primeiro post aqui publicado. Referia-se ao verbo “estender”, o qual eu havia grafado com um x, ao invés do s, e eu gostaria de agradecer abertamente a preocupação do autor.
Infelizmente, acabei por excluí-lo da listagem de comentários, por considerá-lo irrelevante ao tema exposto no post e por entendê-lo como uma dica pessoal para que o corrigisse.
Mas havia também uma afirmação do Arthur que me chamou a atenção e que vale a pena colocar aqui. Apesar de eu não ser capaz de reproduzi-la integralmente, acredito estar sendo fiel ao conteúdo se a enunciar da seguinte maneira: “A meu ver, aquele que se propõe a escrever deve conhecer a língua”.
Hei de protestar contra o terrível, para não falar injusto, descaso que Arthur demonstrou para com a profissão de revisor.
Ora, é um ofício quase tão antigo quanto o de redator, ou escritor, e, certamente, tão copioso quanto o número de obras literárias publicadas. É exigido do revisor de textos um conhecimento abrangente e rigoroso de obras literárias e da norma culta vigente, que, por sinal, sofre alterações com maior frequência de que sabemos, além de uma formação acadêmica que compreende uma graduação e, às vezes, uma pós-graduação. Existe até um dia, 28 de março, dedicado a esses profissionais, para se ter uma noção de sua importância no âmbito da cultura literária mundial.
E o que dizer das pobres criancinhas e daqueles que não seguiram uma educação gramatical rigorosa? E daqueles que, simplesmente, querem ser mais livres? De agora em diante, não podem mais escrever. Afinal, a literatura é uma arte essencialmente pragmática, não é?